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PM recebe R$ 46 mil de premiação por apreensões em quatro anos

Subtenente lotado no Cariri é o campeão de arrecadação, em lei que premia servidores da SSPDS por retenção de armas e munições

Há 14 anos, o Estado se vale de uma lei (nº 13.622) que determina o pagamento de premiação a policiais civis e militares pela apreensão de armas de fogo e munições. Desde então, alguns agentes de segurança conseguem faturar uma renda extra de milhares de reais, por ano. Somente um subtenente da Polícia Militar do Ceará (PMCE) recebeu ao menos R$ 46,3 mil, nos últimos quatro anos.

O PM, lotado na região do Cariri, foi o servidor da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mais premiado no período entre 2015 e 2018, conforme levantamento do Núcleo de Dados do Sistema Verdes Mares, em consulta ao Diário Oficial do Estado (DOE). O subtenente foi campeão de arrecadação no ano de 2015, com R$ 12 mil; em 2016, com R$ 23,3 mil; e em 2018, com R$ 10,9 mil.

Em 2017, os servidores mais premiados foram policiais civis. Quatro inspetores receberam mais de R$ 22 mil, tendo o principal deles faturado R$ 24,1 mil. Um escrivão arrecadou R$ 23,4 mil. As identidades dos policiais citados não serão reveladas por medida de segurança.

R$ 8,5 milhões
foram pagos pelo Estado a policiais como premiação pela apreensão de armas de fogo e munições, nos últimos quatro anos.

O ano de 2017 registrou o valor máximo: R$ 2,4 milhões; e 2016, a menor quantidade: R$ 1,7 milhão. Os dados dos anos anteriores não foram repassados pela SSPDS.

O secretário da Segurança, André Costa, explica que o valor pago por cada arma recolhida varia de R$ 400 a R$ 800 (a depender do tipo e do calibre), para ser dividido igualmente entre os policiais que participaram do flagrante. A premiação é igual para os servidores independentemente de patente ou cargo.

O recurso para realizar o pagamento das premiações é oriundo do Tesouro Estadual. Apesar do custo anual em milhões de reais, o titular da SSPDS nega que a premiação seja onerosa para o Estado. "Boa parte dos homicídios são praticados por armas de fogo. Ano passado, foram 90%. Na hora que você estimula o policial a retirar armas de fogo de circulação, a gente sabe que esse valor de R$ 2 milhões anuais é muito pouco ao representar salvar vidas no Estado", argumenta.

André Costa acredita que a Lei nº 13.622 serve como um incentivo a mais para os policiais.

29 de MAR de 2019 às 09:01:09
Fonte: Diário do Nordeste
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Há 14 anos, o Estado se vale de uma lei (nº 13.622) que determina o pagamento de premiação a policiais civis e militares pela apreensão de armas de fogo e munições. Desde então, alguns agentes de segurança conseguem faturar uma renda extra de milhares de reais, por ano. Somente um subtenente da Polícia Militar do Ceará (PMCE) recebeu ao menos R$ 46,3 mil, nos últimos quatro anos.

O PM, lotado na região do Cariri, foi o servidor da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mais premiado no período entre 2015 e 2018, conforme levantamento do Núcleo de Dados do Sistema Verdes Mares, em consulta ao Diário Oficial do Estado (DOE). O subtenente foi campeão de arrecadação no ano de 2015, com R$ 12 mil; em 2016, com R$ 23,3 mil; e em 2018, com R$ 10,9 mil.

Em 2017, os servidores mais premiados foram policiais civis. Quatro inspetores receberam mais de R$ 22 mil, tendo o principal deles faturado R$ 24,1 mil. Um escrivão arrecadou R$ 23,4 mil. As identidades dos policiais citados não serão reveladas por medida de segurança.

R$ 8,5 milhões
foram pagos pelo Estado a policiais como premiação pela apreensão de armas de fogo e munições, nos últimos quatro anos.

O ano de 2017 registrou o valor máximo: R$ 2,4 milhões; e 2016, a menor quantidade: R$ 1,7 milhão. Os dados dos anos anteriores não foram repassados pela SSPDS.

O secretário da Segurança, André Costa, explica que o valor pago por cada arma recolhida varia de R$ 400 a R$ 800 (a depender do tipo e do calibre), para ser dividido igualmente entre os policiais que participaram do flagrante. A premiação é igual para os servidores independentemente de patente ou cargo.

O recurso para realizar o pagamento das premiações é oriundo do Tesouro Estadual. Apesar do custo anual em milhões de reais, o titular da SSPDS nega que a premiação seja onerosa para o Estado. "Boa parte dos homicídios são praticados por armas de fogo. Ano passado, foram 90%. Na hora que você estimula o policial a retirar armas de fogo de circulação, a gente sabe que esse valor de R$ 2 milhões anuais é muito pouco ao representar salvar vidas no Estado", argumenta.

André Costa acredita que a Lei nº 13.622 serve como um incentivo a mais para os policiais.

29 de MAR de 2019 às 09:01:09
Fonte: Diário do Nordeste